Os Craques da Bola
A atual seleção australiana nem de longe é uma equipe clássica. Os dias em que as campanhas da Austrália na Copa do Mundo FIFA eram comandadas por ícones como Tim Cahill, Harry Kewell e Mark Viduka hoje parecem uma lembrança distante.
O FIFA+ analisa cinco jogadores em quem as esperanças australianas estarão depositadas.
Martin Boyle
Nascido em Aberdeen, na Escócia, Boyle foi ignorado pela seleção do país e passou os últimos anos mostrando o quanto os conterrâneos se enganaram. Casado com Rachael Small, jogadora do selecionado feminino escocês, ele nunca tinha estado na Austrália até ser convocado para defender os "Socceroos".
Na estreia com a camisa verde e amarela, já foi titular e deixou uma boa primeira impressão, marcando duas vezes e dando o passe para outro, naquele que foi o 108º e último jogo do ídolo Tim Cahill pela seleção. De lá para cá, Boyle continuou chamando a atenção, balançando as redes, dando passes para gols e causando problemas para as defesas adversárias com sua rapidez.
Essa velocidade será justamente uma das armas mais poderosas de Arnold no Qatar, já que, quando a Austrália estiver acuada, será fundamental para qualquer estratégia de contra-ataque. Agora que está de volta ao Hibernian e se reencontrou com os gols, depois de uma passagem pela Arábia Saudita, Boyle deve ir confiante e preparado para deixar uma marca em sua primeira Copa do Mundo.
Ajdin Hrustic
Enquanto o futuro do talentoso Tom Rogic, que tende a deixar o Celtic, continuar envolvido em mistério, Hrustic não tem rivais como meia de criação da Austrália. Elegante e confiante com a bola, é capaz tanto de marcar gols quanto de criar jogadas, qualidade que fez dele a figura de maior sucesso na campanha australiana nas eliminatórias para o Qatar.
Seus companheiros de equipe não demoraram para reconhecer o fato. O atacante Matt Leckie elogiou a capacidade de Hrustic de "a qualquer momento do jogo, encontrar um passe ou fazer alguma coisa especial". As defesas adversárias também precisarão estar atentas a seu talento nas jogadas ensaiadas, o que ele deixou claro mais de uma vez no torneio classificatório para a Copa do Mundo.
Awer Mabil
A simples presença de Mabil nesta Copa do Mundo é inspiradora. Nascido em um campo de refugiados no Quênia, após seus pais fugirem do conflito no Sudão, ele sobreviveu com uma refeição ao dia, jogando descalço com uma bola de meia.
As habilidades aprendidas naquelas condições terríveis ficaram evidentes depois que a Austrália acolheu a família de Mabil em 2006. De lá para cá, a ascensão do jovem parece um conto de fadas e seu vínculo com o país de adoção foi reforçado quando ele converteu o sexto pênalti da vitória sobre o Peru que garantiu a vaga na Copa do Mundo. "Sabia que ia marcar. Era o único jeito de agradecer a Austrália em nome da minha família", disse Mabil depois da repescagem intercontinental.
Aaron Mooy
Indiscutível no meio-campo australiano na maior parte da última década, Mooy viu como é fundamental para a equipe nas repescagens contra Emirados Árabes e Peru.
Afinal, chegou a Doha vindo de quatro meses sem disputar um jogo de competição e sua única preparação foram algumas sessões individuais de condicionamento físico e força com o preparador da seleção. Apesar de ter tudo para começar no banco e levar sua experiência a campo só no fim do jogo, Mooy foi titular e disputou as duas partidas inteiras – contra os peruanos, foram 120 minutos e ainda uma cobrança convertida nas penalidades máximas. "O que esse rapaz fez foi incrível", disse Arnold, admirado.
Isso serviu também para mostrar que, a não ser que esteja lesionado, esse jogador de classe deve quase com certeza receber a missão de comandar o meio-campo australiano no Qatar. Arnold também tem esperanças de que a transferência de Mooy de Xangai para a Escócia, onde o meia foi defender o Celtic sob o comando do ex-técnico da Austrália Ange Postecoglou, será decisiva para que ele chegue na melhor forma ao Mundial.
Mat Ryan
Apesar de Andrew Redmayne ter sido o herói da Austrália na decisão por pênaltis na repescagem contra o Peru, ninguém duvida de que ele ficará no banco durante a Copa do Mundo. Afinal, Mat Ryan é o capitão da equipe e o jogador com mais partidas pela seleção no elenco atual.
É uma posição que não veio por acaso. Apesar de sua altura (1,80 m) ser com frequência mencionada como um possível ponto fraco, Ryan é um grande goleiro, excelente com a bola nos pés.
Ele se destacou especialmente durante os quatro anos que passou no Brighton inglês. Depois, apesar do empréstimo ao Arsenal e uma contratação pela Real Sociedad não terem resultado em muito tempo de jogo, sua recente transferência para o Copenhague, atual campeão dinamarquês, deve dar a Ryan o ritmo que precisa para a Copa. De qualquer maneira, seu lugar na seleção parece garantido, pois Arnold já o elogiou como um "goleiro fantástico".
Símbolos e uniforme da Seleção da Austrália
Uniformes 1 e 2 da Seleção Austrália


Fornecedor de material esportivo: Nike
Uniforme titular da Austrália: Camisa amarela, calção verde e meias brancas
Uniforme reserva da Austrália: Camisa azul, calção azul e meias azuis
Escudo da Seleção da Austrália