No Brasil, os animes chegaram nos anos 60 e é difícil precisar qual foi o primeiro a ser exibido. Na leva inicial vieram Homem de Aço, Oitavo Homem, As do Espaço, Zoran, e outros. Porém, o marco inicial, segundo estudiosos, é a exibição de National Kid em 1964.Contudo, eles ainda mantinham um público muito restrito e sem grande impacto. Segundo o site G1, desde então "talvez nenhum outro país tenha exibido mais produções japonesas do que o Brasil”. Conforme a revista Animax Magazine, parece que estas produções chegaram aqui por acaso, pois foram oferecidas a baixo custo, tiveram uma dublagem razoável e colocadas como simples complemento da programação infantil de várias emissoras.
Mas para surpresa de todos, tiveram grande audiência e foram sendo exibidas e reexibidas várias vezes. Na década de 80, a extinta TV Manchete foi a primeira emissora de televisão aberta do país a realmente investir pesado na exibição de desenhos animados no Brasil. E nesta época que acontece o primeiro grande evento para fãs de animes e mangás no Brasil totalmente organizado por brasileiros. O primeiro grande evento aconteceu de 02 a 31 de julho de 1988, no SESC Pompeia-SP, feito para comemorar a fundação da a ORCADE - ORganização Cultural de Animação e Desenho. O primeiro grande "boom" dos animes no país começou em 1994, com Os Cavaleiros do Zodíaco. O acordo de exibição era simples: a empresa forneceria 52 episódios de um desenho japonês que havia feito sucesso no Japão no meio da década de 1980. Em troca, a Rede Manchete ofereceria espaços publicitários para a exibição de propagandas dos brinquedos relacionados à série. Porém, tão logo estreou, o sucesso foi tão grande que a emissora foi obrigada a comprar os direitos da obra. Os Cavaleiros do Zodiaco foi responsável não só por elevar a audiência da emissora, como foram também os responsáveis por outro meio midiático que conquistou crianças, adolescentes, jovens e alguns adultos, as revistas voltadas para a divulgação de animês, cinema, HQ, mangás entre outros produtos direcionados a mundo dos heróis. Com isso, a série virou referência, foi reprisada muitas vezes, rendeu muito merchandising e fez outras emissoras apostar em animes.
Porém, "traumatizados" com a violência do anime, um grupo de pais e psicólogos ameaçaram acionar o Ministério da Justiça para boicotar a exibição do seriado no Brasil. Foi criada uma portaria que exigia que as emissoras cortassem cenas muito violentas e sensuais dos animes, além de terem que colocar a "classificação indicativa". Por conta disso, animes e filmes assim só poderiam passar na íntegra, após 8 ou 9 da noite. Mesmo com este imbróglio, de 1995 até 1999, a TV Manchete exibiu Super Campeões, Shurato, Sailor Moon e Yu Yu Hakusho. Destes, apenas o último conseguiu manter a audiência. Apesar de ser um sucesso de audiência, o anime fracassou na área comercial. E isso acabaria ajudando na falência do canal. O fracasso comercial de Yu Yu Hakusho no Brasil marcou o fim do primeiro boom de animes no Brasil. Porém, no final de 1999 um novo fôlego seria dado ao mercado de animes no Brasil graças a três novos fenômenos comerciais: Pokémon, Dragon Ball Z e Digimon. Em 1999, Pokémon chegou nas telas brasileiras através da Rede Record, inaugurando todo um gênero e uma gama de imitadores e derivados. Com o sucesso de vendas, com dezenas de produtos licenciados, a série animada fez tanto sucesso que a então grande concorrente da Record, a Rede Globo, se viu forçada a buscar uma obra que pudesse competir com o sucesso de Pokémon. Por conta disso, na TV aberta, poucos animes nesses últimos 14 anos fizeram algum sucesso.
O anime pode ser rastreada até o início do século XX, com os primeiros filmes verificáveis datando de 1907. Antes do advento do cinema, o Japão já tinha uma rica tradição de entretenimento com figuras coloridas pintadas movendo-se pela projeção. tela em utsushi-e, um tipo específico de show de lanterna mágica japonês popular no século XIX. Possivelmente inspirados em shows de fantasmagoria europeus, os showmen utsushi-e usaram diapositivos mecânicos e desenvolveram projetores de madeira leves (furo) que eram portáteis para que vários artistas pudessem controlar os movimentos de diferentes figuras projetadas. A segunda geração de animadores no final da década de 1910 incluiu Oten Shimokawa, Jun'ichi Kōuchi e Seitaro Kitayama, comumente referidos como os "pais" do anime. Filmes de propaganda, como Momotarō no Umiwashi (1943) e Momotarō: Umi no Shinpei (1945), sendo este último o primeiro longa-metragem de anime, foram feitos durante a Segunda Guerra Mundial.
Durante a década de 1970, o anime se desenvolveu ainda mais, com a inspiração dos animadores da Disney, separando-se de suas raízes ocidentais e desenvolvendo gêneros distintos. Na década de 1980, o anime se tornou mainstream no Japão, experimentando um boom na produção com o aumento da popularidade de animes como Macross, Dragon Ball e gêneros como robô real, ópera espacial e cyberpunk.. De acordo com Natsuki Matsumoto, o primeiro filme de animação produzido no Japão pode ter surgido já em 1907.Conhecido como Katsudō Shashin o filme foi encontrado pela primeira vez em 2005. Em 1914, desenhos animados americanos e europeus foram introduzidos no Japão, inspirando criadores japoneses como Junichi Kouchi e Seitaro Kitayama, ambos considerados os "pais do anime". Kenzō Masaoka, outro animador importante, trabalhou em um estúdio de animação menor. Muitos dos primeiros filmes de animação japoneses foram perdidos após o sismo de Tóquio em 1923, incluindo a destruição da maior parte do estúdio de Kitayama, com artistas tentando incorporar motivos e histórias tradicionais em uma nova forma. Os animadores do pré-guerra enfrentaram várias dificuldades. Primeiro, eles tiveram que competir com produtores estrangeiros, como a Disney, que eram influentes tanto no público quanto nos produtores.
Os animadores japoneses tiveram assim que trabalhar barato, em pequenas empresas com apenas um punhado de funcionários, o que dificultou a concorrência em termos de qualidade com o produto estrangeiro que era colorido, com som e promovido por muitos empresas maiores. Até meados da década de 1930, a animação japonesa geralmente usava animação de recortes em vez de animação cel porque o celuloide era muito caro. Isso resultou em uma animação que poderia parecer derivada, plana e sem detalhes. Mas assim como os animadores japoneses do pós-guerra foram capazes de transformar a animação limitada em uma vantagem, mestres como Yasuji Murata e Noburō Ōfuji foram capazes de realizar maravilhas que eles fizeram com animação de recortes.
A popularidade internacional e a demanda de anime aumentaram muito durante a década devido à pandemia de COVID-19 e à disponibilidade amplamente aumentada do meio em serviços de streaming. Kimetsu no Yaiba: Mugen Ressha-hen se tornou o filme japonês de maior bilheteria e o filme de maior bilheteria do mundo em 2020.Também se tornou o filme de maior bilheteria do cinema japonês, porque em dez dias arrecadou dez bilhões de ienes. Bateu o recorde anterior de A Viagem de Chihiro, que durou 25 dias. Em 2021, as adaptações para anime de Jujutsu Kaisen, Kimetsu no Yaiba e Tokyo Revengers estiveram entre os dez programas de TV mais discutidos mundialmente no Twitter. Em 2022, Shingeki no Kyojin ganhou o prêmio de "Série de TV mais solicitada do mundo 2021" no The Global TV Demand Awards. Attack on Titan tornou-se a primeira série em língua não inglesa a ganhar o título de programa de TV mais solicitado do mundo, anteriormente detido apenas por The Walking Dead e Game of Thrones.
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